sábado, 15 de setembro de 2012

DE VOLTA A ATENAS

Continuando o passeio por Atenas.

O Porto de Piraeus estava ao rubro, naquela manhã de regresso a terra. Aqueles que deixavam o mar, faziam-no ainda com as sua pernas bambas e equilíbrio desajeitado.  Os que embarcavam, cumpriam à risca as regra do Louis Olympia e preparavam-se para o cruzeiro no Mar Égeu. 

E nós, ainda com o sono por terminar subimos a bordo do hop on-hop off e aguardámos a partida em direcção a Atenas, à praça Syntagma. Do primeiro andar daquele autocarro descapotável a vista é priviligiada e foi com esse privilégio que iniciámos a viagem de descoberta e de regresso a Atenas. O percurso é bonito, bem como toda a cidade de Atenas. "Lions Gate" foi a primeira paragem rápida num percurso de 45 minutos. A viagem fez-se à beira mar entre marinas e praias, estas já compostas de banhistas e cores. O azul das águas convidáva-nos a um mergulho mas impunha-se depositar as bagagens no hotel. Mais tarde, trataríamos desse pormenor!  


Igreja em Piraeus
Estádio do Olympiakos
Piraeus ficava para trás e Atenas recebia-nos de braços abertos. A enorme avenida Syngrou mostrou-nos o planetário e minutos depois a Akrópolis e Parthenon. Aí trocámos para a linha vermelha em direcção à Praça Syntagma e ao nosso hotel Amalia. Apesar da curta passagem ficou-nos de imediato a enorme vontade de descobrir aquele templo a céu aberto carregado de história. Teríamos a oportunidade voltar lá!

Universidade
Universidade
No dia seguinte, já com o sono restabelecido e o mesmo calor inclemente, decidimos visitar  a jóia da coroa da Grécia.  

Teatro de Dioniso
A subida faz-se devagar, por entre passadiços e escadas. Logo na primeira paragem sentimos as tragédias e as comédias dos grandes dramaturgos da Grécia clássica, neste teatro de mosaico com 15.000 lugares sentados.   

Teatro de Dioniso
E mais à frente, no lugar mais alto da cidade e na rocha sagrada, erguem-se os monumentos  de mármore mais importantes do mundo ocidental, cuja construção data do reinado de Péricles, no final do século V a.C.

Sorri-nos o Parthenon, um magnifico templo dedicado à Deusa Atena e cuja estátua gigantesca de ouro e marfim embelezou o seu interior, nos tempos áureos da época grega clássica antiga.     


Parthenon
Parthenon
Parthenon
A vista sobre a cidade de Atenas é deslumbrante. A brisa quente abraçava-nos e o reflexo do branco encadeava a nossa visão. Ao fundo, a colina de Lycabettus e estendendo-se aos pés, uma Atenas submissa.


Vista da cidade e monte de Lycabettus
Do outro lado, o imponente e moderno Museu da Akropolis, com os seus 4.000 artefactos obrigáva-nos a uma visita. Deixámos este templo a céu aberto e almoçámos no restaurante do museu, seguido da respectiva descoberta.

Novo Museu da Akropolis
Ainda do lado de fora, e bem por baixo dos nossos pés sob uma pala protectora, o chão de vidro revelava as ruínas paleocristãs. Dentro do museu, as paredes envidraçadas permitiam-nos observar a magnitude dos templos da Akrópolis. Para mim, esta é sem qualquer dúvida a melhor conjugação entre o moderno e o clássico, o antes e o depois.
Novo Museu da Akrópolis
Novo Museu da Akrópolis
A tarde sufocava e todos os nossos poros suspiravam por uma banhoca. Utilizando o metro de superfície fomos em busca da costa e do mar. Direcção Edem, parámos na praia. Repleta de gente, as águas quentes proporcionaram um momento de frescura principalmente para o nosso turista mais pequeno. Mais à frente o parque de Flisvou e toda uma bonita marginal.

O dia seguinte foi dedicado a Ágora. Outro templo a céu aberto, fundado no século VI a.C. Situado numa extensão enorme este templo foi durante 1.200 anos o coração da cidade de Atenas. Aqui Sócrates dirigiu-se ao seu povo, aqui nasceu a democracia e aqui S. Paulo pregou. Este labiríntico espaço faz-nos descobrir a história por entre a densa vegetação existente. Cada recanto é uma descoberta.


Mapa de Agora 
Agora vista da Akrópolis
Stoa Central
Stoa de Atalo


A Stoa de Atalo foi um centro comercial no século II a. C e um local popular de encontro dos atenienses ricos. É actualmente um museu e um dos locais mais importantes da Grécia onde se encontram testemunhos da vida política e cultural da primeira democracia. 
Templo de Hephaestus


Chegada a hora do almoço, deixámos Agora e embrenhámo-nos nas ruas de Pláka. Num dos restaurantes típicos da zona, degustámos uma Moussaka, um famoso guisado campestre composto por beringela e cordeiro picado, distribuídos em camadas de batata e tomate, flutuando num molho de bechamel com aroma a canela. Uma espécie de francesinha, mas à grega!!


Numa ruela de Pláka
Merenda comida e outro passeio pela história antiga. Desta feita visitámos a Biblioteca de Adrianou, um faustoso edifício de colunas coríntias de 132 d.C


Biblioteca de Adrianou
Continuando o nosso caminho, percorremos as ruelas do mercado antigo com todos os seus comerciantes e produtos típicos e chegámos à praça Monastiraki. 


Praça Monastiraki
Igreja Ortodoxa Greça na praça Monastiraki
E a nossa viagem estava quase terminada. Com voo marcado para a madrugada do dia seguinte, decidimos ocupar essa tarde num dos museus mais bonitos que visitei: o Museu Benaki. Este museu dá-nos uma panorâmica da história grega desde a Idade da Pedra  (7.000 a. C.) até ao século XX. Espalhados pelas suas 36 salas estão mais de 20.000 objectos, que ordenados cronologicamente, nos fazem uma síntese do que visitámos e nos consciencializam sobre a importância que as civilizações anteriores têm e terão, nos dias de hoje. Uma lição de vida.


Akropolis à noite

Kalimera Atenas. 


CSD