terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O NOSSO PRIMEIRO CONVIDADO EM SYDNEY

18.000 quilómetros separam a minha terra natal da terra onde, quiz o destino, assentasse arraiais durante uns tempos. Para muitos esta distancia será o primeiro e ultimo entrave à visita, já para outros...quanto mais longe, melhor! E assim, 4 meses depois do inicio da nossa própria aventura,  recebemos o nosso primeiro convidado. Se considerarmos que continuamos em modo de acampamento... foi um grande acto de coragem! A estadia revelou-se boa para uma Sydney maravilhosa, mas curta para uma Australia imensa. 

Mural do Mapa Mundo em Bondi Beach
Devagar devagarinho, fomos apresentando a cidade ao nosso turista. Os dois ex-libris, Sydney Opera House e Harbour Bridge, abriram a paleta de maravilhas, numa espécie de caixa de Pandora mas só de coisas boas! Mesmo para os de cá, estes dois monumentos são passagem obrigatória nos muitos dias luminosos desta cidade. 

Sydney Opera House
Harbour Bridge
Com espectáculo marcado, fomos à Ópera! "Great Opera Hits" na Sydney Opera House transformou uma tarde de Dezembro num momento mágico. Numa sala magnifica, repleta de nacionalidades distintas assistimos a um desfolhar de grandes êxitos, onde até nós, tivemos um momento de glória. Cantarolando ao som do piano, podemos hoje dizer a plenos pulmões; "já cantámos na Ópera House". BRAVO!

No interior da Opera House
Depois da Ópera!
Também subimos à Sydney Tower. A 309 metros de altitude somos surpreendidos com 360 graus de pura beleza. Toda recortada num jogo sublime entre baías e rio, entre dedos de terra e praias de areia branca salpicadas por veleiros e barcos de recreio, Sydney hipnotiza. Podemos ficar horas olhando o mesmo, descobrindo sempre algo novo. A cada direcção, uma surpresa. A promiscuidade sadia entre o aglomerado de betão e manchas verdes que escondem uma fauna única, oxigenam-nos a alma. Podemos apenas contemplar a paisagem ou, os mais corajosos podem subir à parte exterior do "Golden Bucket". Há quem se delicie com um jantar no restaurante giratório, desta feita com uma vista nocturna indiscritível. 
Sydney vista da Sydney Tower
Sydney vista da Sydney Tower
Sydney vista da Sydney Tower
Sydney by night vista da Sydney Tower
Depois passeámo-nos pelos jardins: desde o Hyde Park, passando pelo The Domain, pelo Royal Botanic Garden, mais o  Tumbalon Park e o Chinese Garden of Friendship, todos são pérolas para veraneio e descanso. E quantos monumentos se escondem nestes jardins! 

Hyde Park e Anzac Memorial
Royal Botanic Garden
The Domain
Chinese Garden of Friendship
Trajes chineses no jardim Chinês
Chinese Garden of Friendship
Tumbalon Park (Darling Harbour)
Durante o dia estes espaços públicos são invadidos pelo ser humano que recarrega a vitamina D e areja o espirito. À noite são os Possum e os Flying Fox (morcegos) que reclamam o seu território. Um simples passeio nocturno é um encontro privilegiado com a natureza pura australiana. E como esta cidade é zelosa dos seus espécimes!

Possum no Hyde Park
Ibis no The Domain
Lorikeet (Lóris arco-Íris) no Tumbalon Park
Visita obrigatória foram também os museus Sea Life, Wild Life e o Taronga Zoo. E também aqui não faltaram os ex-libris: Koala, Canguru, Emu e Cassowary (familiares da Avestruz), Wombat (uma espécie de porco marsupial), Diabos da Tasmania, Echidna (porco espinho), Crocodilo, Tubarão, Ornitorrinco, Dugong (Manatim) e tantos outros que só aqui se podem encontrar. Até pudemos interagir! É maravilhosa esta singularidade. 

Taronga Zoo com Koala
Taronga Zoo com Wallabies e Emus
Tarongo Zoo com Canguru
Kookaburra no Wild Life
Taronga Zoo com Wombat
Taronga Zoo alimentando a girafa
Mas Sydney também é praia e o nosso convidado é fã número um! Bondi Beach é sobejamente conhecida e não carece de grandes explicações. Fica a 20 minutos da cidade, com bons transportes públicos. É uma daquelas praias comerciais, praia da moda, onde se passeiam estampas e físicos esculturais, onde se exibem corpos em ginásios ao ar livre. O mar é arisco e "swim only between the flags" é mesmo para cumprir. Os salva-vidas não têm descanso pois as correntes são perigosas, os tubarões andam por aí e o povo arrisca em atitudes irresponsáveis. 

Bondi Beach
Trilho de acesso a outras praias (Coogee Beach)
Mas temos mais: Manly é outra que tal. Para se chegar faz-se uma travessia de 30 minutos de barco. O passeio é lindo mas espera-nos um mar bravio, povo incauto, salva-vidas sem descanso, num areal cheio de gente e barulho.  


Praia de Manly
Piscina natural em Manly
Depois temos as outras, aquelas que me fazem suspirar. Praias distantes, que nos obrigam a percorrer alguns quilómetros, quase vazias, em baías selvagens de areia branca e água não muito fria. Essas sim, valem uma escapadela. E visitámos algumas: Em West Head, a Resolute Beach no lado norte de Sydney, que nos obrigou a uma caminhada de 30 minutos desbravando mato, com descidas acentuadas e ravinas traiçoeiras. Para baixo todos os Santos ajudam, para cima foi duro, mas o que os nossos olhos descobrem, vale bem o esforço. 
Aniversário do pimpolho em Resolute Beach
Em Jervis Bay, banhamo-nos na Green Patch Beach e na Murrays Beach, inseridas no Booderee National Park lá para os lados de Wollongong a 3 horas de Sydney. Aqui, a natureza oferece o mar e o homem organizou o churrasco. A combinação perfeita! 


Green Patch Beach
Praia de Murrays 
E bem mais perto da cidade, Camp Cove Beach em Watson Bay. Mais uma baía, com águas calmas e areal perfeito. Foram momentos inesquecíveis que o nosso convidado levará bem guardados no coração. Nós, poderemos sempre regressar!


Praia de Camp Cove em Watsons Bay
Camp Cove Beach
Camp Cove Beach
Camp Cove Beach
Ainda tempo houve para as Blue Mountains e as Three Sisters. Reza a lenda que três jovens irmãs pertencentes à tribo de Katoomba se apaixonaram por três jovens rapazes da tribo inimiga. Ora o pai das moças, chefe tribal conceituado, muito agastado com tal romance e para evitar a fuga das filhas, ordena ao seu feiticeiro que as transforme em pedra até passar a idade casamenteira. Acontece que, azar dos azares, o feiticeiro faleceu numa das intensas batalhas entre as ditas tribos e as três filhas ficaram petrificadas para todo o sempre. 

Duas são as horas em estrada, por uma Austrália profunda até Katoomba. Do Echo Point, miradouro estrategicamente erigido, deparamo-nos com uma imensa mancha verde, uma floresta cerrada e montanhas imponentes. Há trilhos, recantos, cursos de água, cascatas, vislumbres escondidos que aguçam a nossa curiosidade, nos impelem a caminhar e nos descomprimem o corpo.  


Blue Mountain
Blue Mountain
Blue Mountain
E lá estão as três rochas, altivas, como só as raparigas sabem ser! "Blue" porque sob determinadas condições atmosféricas aliadas ao fenómeno óptico "Rayliegh scattering", as montanhas revestem-se de uma névoa azulada, dando a sensação de manto azul. Real ou imaginário, as Blue Mountains são fantásticas e é ponto obrigatório de passagem.   

The Tree Sisters
Mais houve onde a nossa curiosidade nos levou. Atravessámos a Harbour Bridge, a pé, em jeito de conquista,
Caminhada na Harbour Bridge
visitámos a St Mary Cathedral, uma pérola católica do neolítico bem no centro da cidade, explorámos o Museu Madame Tussauds, onde fomos vedetas por um dia ao lado das caras famosas,
Saint Mary Cathedral
Saint Mary Cathedral
Cumpra-se! no Madame Tussauds Museum
"Bros" no Madame Tussauds Museum
Vénia real no Madame Tussauds Museum
Falta um Danoninho!!! no Madame Tussauds Museum
embrenhámos-nos no Museum of Sydney com a sua Art Gallery of NSW, percorremos as Galerias Queen Victoria Building esgravatando pormenores curiosos, visitámos o National Maritime Museum, onde desde Cook até aos submarinos recentes, navegámos pela história da conquista da Austrália. 


Art Galery of NSW
Endeavour (Caravela do Capitão James Cook)
E ... entrámos em 2017 primeiro que o mundo! Nós, e mais um milhão à nossa volta!


18h: aguardando pelo fogo de artifício (Circular Quay)
Multidão na Circular Quay waiting....
Multidão na Circular Quay waiting....
Feliz Ano Novo!!!
Mas festas não faltaram; a noite de Consoada foi passada em boa companhia, o dia de Natal e anos do nosso TEEN foi na praia, e o dia de Reis, nem se deu por ele!  

Dia de Natal em Bondi Beach
As mães Natal em Bondi Beach
O passeio de barco pelo rio Parramata foi o culminar de 22 dias de férias. Por 14 quilómetros navegámos de cais em cais, por ilhas como a Cockatoo Island, contornando braços de terra e observando casarios dignos de estrelas de cinema. É uma viagem de uma hora que nos apazigua.           

Passeio no Parramata River
E tanto que ficou por mostrar! Diz a sabedoria popular que "quem deixa algo por ver, tem de regressar!" A porta estará aberta.

Aussie team
CSD

5 comentários:

  1. Fantástica reportagem!Senti-me o vosso visitante!Tudo tão bem apresentado e explicado!
    Ainda hoje recordo, com um carinho especial aqueles que primeiro nos visitaram, após chegarmos a um posto.

    ResponderEliminar
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada Joana, o objectivo destas" minhas crónicas" é contar as nossas vivências a quem está longe e da forma mais genuína possível. Beijinhos.

      Eliminar
  3. Agora, de vota a Constância, mas com ganas de continuar a correr mundo, vou ter tempo para ler de tudo, incluindo, claro, as tuas deliciosas crónicas.

    Muito bom. Obrigado. Fizeste-me reviver alguns dos meus momentos com a Paule na maravilhosa Sydney. Digo muitas vezes à Paula que, se tivesse que viver fora da minha terra, Sydney ou Cape Town seriam as minhas eleitas.

    Um abraço para vocês.

    ResponderEliminar
  4. Obrigada Carlos e boa integração na pacata Constância. Só nas férias podemos fazer estes passeios. Isto é imenso! Vou relatando...devagarinho. Bjs para os dois.

    ResponderEliminar