sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

ERICEIRA NO SEU MELHOR


Mar da Ericeira
O dia prometia. Dadas umas tréguas ainda que breves pelo nosso São Pedro e aproveitando a benção de São Valentim, rumámos à Ericeira. As imagens não deixam dúvidas. Terra arisca e só para corajosos, este mar mostrou a sua força, deixando-nos de boca aberta com algumas gracinhas. Num misto de acalmia e súbita revolta, as imensas câmaras foram disparando flashes. Famílias inteiras caminhavam naquele paredão, gozando os raios de sol há muito escondido e saboreando um vento gelado e carregado pelos salpicos das grandes vagas que açoitavam as pedras. 


Mar da Ericeira
A cada vaga, viam-se os Ipads ao alto, como que esperando a benção do mar para mais um disparo.  Esta nova moda de amadores e práticos, rivaliza com olhos pregados nas aberturas das câmara equipadas com lentes imensas, poderosas, caras, apoiadas em tripés, que obrigam a cálculos de luz, distância, amplitude e um sem fim de outros pormenores, que me transcendem. Eu pertenço à outra categoria: ver e disparar. 


O vento sempre presente

Vagas agrestes

Mais vagas 

E assim se passou uma tarde à beira mar, salpicados de maresia e inundados de iodo.  

CSD