quarta-feira, 21 de março de 2012

FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD

A esperança da ciência.
A simplicidade de um visionário
Investigação é o que se faz, tratamentos também, mas é a alma que se deslumbra com tamanho edifício e simbolismo. António Chamopalimaud teve o sonho e deixou o maior alicerce para se edificar. Com as estruturas orçamentais disponíveis foi contratado o arquitecto goês Charlres Corrêa e a obra nasceu em dois anos. A maqueta bem no meio do sumpuoso hall de entrada é o testemunho do sonho realizado.

Fundação Champalimaud
Este duplo edifício foi projectado com rigor e ao mesmo tempo simplicidade. Toda a sua orientação se faz para o rio e a água aparece como que por magia. O caminhar possível conduz-nos para o desconhecido, e é esse mesmo desconhecido que se tenta decifrar paredes dentro. 

Caminhando para o desconhecido
A entrada é luminosidade, luz para os olhos e descanso para o sentimento. Bem sentados nas poltronas de repouso somos impelidos a olhar, através das grandes vidraças, para uma mancha verde lá em baixo, organizada e cuja beleza quase nos garante dias melhores. Descendo a rampa preparada para os menos ágeis, passamos as portas de vidro e damos assim entrada no jardim interior a céu aberto. Cada planta, cada canteiro, cada passeio, cada árvore foram semeadas com simbolismo e com uma única função: aliviar psicologicamente quem sofre. Ser doente já é um fardo mas sabido é que a natureza e o sol integram parte da cura. Absorvendo os odores florais, a maresia e sentindo na pele a força directa da vitamina D, preparam-se os doentes para mais uma sessão de tratamentos dolorosos e para mais um passo no caminho da vida.

Jardins interiores
Guiadas pela atenciosa e muito competente Dra Maria João Villas Boas, foram as senhores embaixatrizes e não só, passeando fundação dentro em mais uma visita de conhecimento e descoberta organizada pela Associação das Famílias dos Diplomatas Portugueses. Deixando para trás a parte de lazer, entrámos no cerne do estudo e no objectivo principal da fundação: a qualidade da vida.

Espaço exterior
O desenvolvimento de programas avançados de investigação e inovação tecnológica representam o grande desafio. Laboratórios imensos, cheios de pesquisas, soluções, preparados químicos e grandes génios que dedicam horas ilimitadas ao estudo das falhas do ser humano. São equipas de mestres que se revezam, se estudam, se comunicam em busca de uma solução para a cura. A par deste mundo existe um outro, o da doença. Seres humanos a quem o destino entregou uma missiva menos sorridente, entregam-se eles próprios aos cuidados daquelas máquinas de última geração e esperam o tempo preciso vislumbrando o rio. São as janelas ovais que encaminham o nosso olhar para o sítio certo, aquele que Deus pensou para ali e cujo arquitecto emoldurou para a eternidade. Dentro ou fora da fundação estes espaços multiplicam-se para alivio de quem sofre e de quem vê sofrer.      

Jardins interiores
Com uma dinâmica planeada, a interacção daquele edifício faz-se silenciosamente entre quem sofre e quem cura. As janelas e as varandas envidraçadas permitem aos cientistas verem no sol a energia necessária para a pesquisa e no doente que entra o destinatário para a cura. A motivação de quem ali trabalha é a maior e somente os melhores resistem. Felizmente para Portugal já há cientistas nacionais embrenhados nestas pesquisas. E também para as crianças existe um espaço chamado "Champimóvel" o qual utilizando uma linguagem acessível e o meio virtual, lhes mostra o corpo humano e lhes aguça a curiosidade. Itinerante, leva a ciência às escolas por toda a península ibérica. 

Champimóvel itinerante
Por fim, reunimo-nos para uma explicação final no espaçoso auditório. Como que enquadrada naturalmente numa das janelas criadas, a Torre de Belém saúda-nos lembrando que conquistas houve, muitas, mas a maior da vida é a saúde.  

CSD

sexta-feira, 16 de março de 2012

O EMBAIXADOR ITINERANTE


"Vontade de bem fazer"

Navio Escola Sagres
Com mastros nus e de velas guardadas, meio adormecido com o nublado do dia, repousava o mais bonito navio português: Navio Escola Sagres.

Infante D. Henrique, a figura de proa
Nascida em 1937 e irmã de três navios alemães, a nossa Sagres tornou-se nossa a 8 de Fevereiro de 1962. Concebida e fabricada na Alemanha, foi americana, foi depois brasileira e mais tarde portuguesa. Nasceu como Albert Leo Schlageter e eternizou-se como Sagres.

Entrada no porto de Lisboa pela 1ª vez (1962)
Indiferente ninguém fica e prontas a explorar este pequeno mundo de homens, um grupo de senhoras embaixatrizes e não só, irrompeu numa manhã de Março neste navio-escola. Esta visita, organizada uma vez mais pela Associação das Famílias dos Diplomatas Portugueses, serviu para agradecer a todos os que contribuíram para o Bazar do Corpo Diplomático.  

Recebidas por uma tripulação de jovens cadetes, foram as senhoras desbravando o interior deste Embaixador guiadas pelo Sr. Comandante Sardinha Monteiro, que amavelmente se disponibilizou a responder e a esclarecer todas as nossas dúvidas.

Mastro
Convés
A presença do grande navegador Infante D. Henrique, a Cruz de Cristo hasteada nas velas, o lema da armada portuguesa, e toda a história retratada em pinturas a óleo e pratas, não deixaram indiferentes nem as estrangeiras e muito menos as nacionais.

Infante D. Henrique, impulsionador da Expansão e Descobrimentos
Leme com o lema da Sagres
Frase do nosso poeta Luiz Vaz de Camões
Em cada recanto deste navio sente-se história e as 600.000 milhas já percorridas ao longo destes 50 anos, são a nossa história. Representam o equivalente a 27 voltas ao mundo, as quais deram a conhecer o brio e o orgulho de Portugal.   

Com uma amabilidade inesgotável o Sr. Comandante Sardinha Monteiro conduziu-nos numa visita guiada ao interior do Navio Escola, passando pelos seus próprios aposentos e pela cozinha, que exalava um delicioso cheiro a carne e porco à alentejana.

Ricas amêijoas!
Dois cozinheiros empreendiam a árdua tarefa de alimentar 128 homens!! E somente estes pois estava atracada, em alto mar chegam a ser 250 bocas! Segundo o cadete que nos acompanhou, a quinta feira é conhecida por ser o dia dos três "Bs": bife, batata e bolo.

E a manhã foi avançando candidamente, subindo e descendo as escadas concebidas para homens e com o sol a sorrir por vezes com as curiosidades destas senhoras. E foram muitos os conhecimentos transmitidos: "Jaques" sempre à proa e bandeira à poupa desde que atracado, 2 ancoras que demoram perto de uma hora para serem recolhidas, sino que toca a cada meia hora sempre e só em navegação,  cuja função é marcar o tempo para a mudança de turnos. Ficámos a saber que em terra é proibido fazer-se tocar sob pena do pagamento de uma cerveja a toda a tripulação!

Sino
Canhão
Placa comemorativa dos 50 anos ao serviço da Nação Portuguesa
Uma das curiosidades esclarecidas foi a falta de um quadradinho na placa comemorativa dos 50 anos da Sagres. Por iniciativa deste comandante foi propositadamente cortado um quadrado para ser dividido por quantos compõem ou compuseram a tripulação desde navio escola. Assim todos sentem que foram parte integrante deste orgulho nacional.

No final da visita fomos contempladas com um pequeno lanche e uma amável lembrança em jeito de cd: Rão Kyao "Porto Interior", simbolizando assim a conivência entre povos, no fundo também ela uma vertente da Sagres.

E pronto, voltámos no autocarro da marinha até a ponto de partida, outro local fascinante e também histórico: Belém.

CSD

segunda-feira, 12 de março de 2012

NOVA ARTE

Como o prometido é devido, lá fui eu, uma vez mais cheia de alegria e curiosidade. Com cada vez mais colegas de bancada, foi só mesmo meter a mão na massa. Hoje não havia bolo para decorar, simplesmente bonecos para modelar. Passo a passo, ou quase, aqui ficam para a posteridade as imagens que as minhas singelas mãos souberam fazer.

Foi um espectáculo! 

Calças do rapaz
Tenis
Solas dos tenis
Tenis montados
As calças já no ar com os respectivos sapatos
Camisola e mangas já em prova!

Cabeça modelada e com orelhas!
Passamos ao bebé.
Com fralda, braços e mãos.
Cabeça e chucha.
Pernas
Bebé já crescido!
Passamos à rapariga. Vestido e pernas.
Chumaços
Rapariga já com braços
Com cabeça, meias e sapatos
E o casal!
E a família!
E como esta arte é contagiante,  já em casa continuei com a mão na massa e a obra surgiu. É a prova provada de que as aulas são excelentes e o treino é tudo.

A minha família.
E o meu bebé sentado!
Apesar de a qualidade das imagens por vezes não ser a melhor, dá para ver que "TUDO SE FAZ!" na escola, Isto Faz-se.

E para o próximo mês, há mais.

CSD