terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

CIÊNCIA À TARDE

Pois o tempo está bom, pelo menos para nós, veraneantes de Lisboa. Já os queixumes se escutam daqueles que cultivam os solos agora secos e se desesperam para alimentar as "cigarras". Mas há que aproveitar o que São Pedro nos dá, e com crianças à guarda, a sombra de casa não é alternativa.

Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva
O Pavilhão do Conhecimento foi criado no tempo da Expo 98 e permanece para diversão daqueles cujo cérebro ainda gosta de ser surpreendido e principalmente, ser posto à prova. Ora a exposição de "O mar é fixe" serviu na perfeição para despender energias e fazer pensar. Localizado num espaço outrora degradado e degradante, o Pavilhão do Conhecimento ladeia hoje com o rio Tejo e com os percursos destinados àqueles que gostam de esticar as pernas. 

Passeios do Parque das Nações
Reunida a família, entrámos no desconhecido. Embora os preços dos bilhetes não sejam cativantes, lá se fez o sacrifício em prol da ciência tão esquecida nas escolas e até na vida.

Accionando motores de uma nave
O espaço é grande e tem muito para explorar. Deparamo-nos primeiramente com uma sala dedicada ao mar. Saber como accionar motores de uma nave, sentir a sensação da piscina de bolas, guiar barcos telecomandados, tentar arrumar um contentor utilizando uma grua, explorar um navio afundado, equilibrar cascos de navios, fazer salvamentos, utilizar a energia eólica para navegação, etc. Foi uma parte da tarde bem passada entre o virtual e o real.

Piscina de bolas
Mas a tarde da ciência ainda ia a meio. No andar de cima esperava-nos mais emoção, coragem e criatividade. Já previamente agendado, estava um atelier de "Caviar de frutas". Com os aventais colocados fizemos a experiência de transformar o pó das algas em bolinhas de gelatina com sabor a frutos. E são boas!

Experimentando ....
Caviar de frutas
Mas a verdadeira emoção estava no alto. Uma bicicleta em suspensão! Para trás e para a frente, pedalar no ar foi a novidade. Grandes e pequenos sentiram a verdadeira emoção dos equilibristas.

Bicicleta em suspensão
Bicicleta em suspensão
Mais à frente outra sala chamada "Brincar ciência".

"A casa inacabada"
Aqui sim, fomos todos postos à prova!
Conduzir um carro de rodas quadradas, deitar sobre uma cama de pregos, fazer subir um balão de ar quente, experimentar saltos de astronauta, brincar com ilusões de óptica, fazer-se colar numa tela vertical, experimentar jogos de táctica, astucia e perícia, etc, tudo nos fez pensar e perceber melhor a ciência.

Colagem em tela vertical
Cama de pregos
Carro de rodas quadradas
Ilusão de óptica
Astronauta
Por fim outro atelier desta feita dedicado às "Marés negras". Com batas brancas vestidas que apelavam ao nosso lado mais cientista e uma parafernália de instrumentos iniciámos a nossa descoberta. Prevenir é o melhor remédio já se sabe pois, acontecida a desgraça, pouco ou nada resta fazer. Mesmo assim tentámos o nosso melhor para salvar o planeta.

Experiência para retirar petróleo do mar.
E assim se passou uma tarde, que além de nos proporcionar diversão, nos ensinou que tudo na vida tem ciência.

CSD

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

CARNIS VALLES

Esta festa grega, que nasceu nos anos 600 ac já não é o que era. Quer queiramos ou não, a motivação para a galhofa anda desaparecida e a vontade de transformação vai muito mais além do simples disfarce.  Hoje a mudança de roupagens não chega para alterarmos o estado desta vida! Mas povo que é povo gosta disto, e mesmo sem feriado, saiu à rua e foliou lá, onde é tradição. Nascendo pagã, foi adoptada pela Igreja Católica em 590 ac. Esta festa gorda antecedia a quarta feira de cinzas que representa a penitência e a privação. "Carnis Valles" ou os prazeres da carne eram vividos por todas as classes e durante estes três dias bebia-se, comia-se e festejava-se muito. As máscaras eram um disfarce perfeito para ocultar a folia dos mais audazes.   

Mas apesar do Carnaval ser para grandes e pequenos, são as crianças que o desfrutam mais. Ora, cabe às escolas dar uma mãozinha e proporcionar momentos de descontracção. Foi o que aconteceu no Liceu Francês de Lisboa.




Pelas 16h rumámos todos, pais e filhos, ao espaço onde a folia iria ter lugar. Comprado o ingresso, demos entrada. À nossa espera os alunos mais crescidos, que com toda a imaginação, desenvolviam actividades e jogos para ocupação do tempo. E houve de tudo.

Pontaria
Mais pontaria
Descoberta de bola de tenis e moeda no chocapic.
Equilibrio e rapidez
Força do Power Ranger, do Cawboy e do Ninja
Comida e bebida
Algodão doce
Espaço de arte e pintura
E pronto, mais uma festa de Carnaval e um Power Ranger. Segue-se a Páscoa, a 8 de Abril. 


CSD

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

FELIZ DIA DOS NAMORADOS


A quem namora ... votos de um dia muito bem passado.

Para quem está em vias de .... força, é hoje ou nunca!

Para quem está fora ... lá se foi uma prenda, mas para o ano há mais!

Para quem desconhece o dia ....  fique sabendo que começou por ser um dia de jejum. É verdade, conta a história que estavam proibidos os casamentos de guerreiros durante as batalhas no reinado do imperador Claudio II. Segundo este estratego, os homens ficariam mais fragilizados após as "batalhas" nocturnas, o que afectaria grandemente as batalhas diurnas! 

No entanto o amor tem uma força inimaginável e há sempre quem prevarique. Logo, o Bispo Valentim, não só continuou a casar os guerreiros à socapa, como também se casou a si próprio. Ora, o Imperador tendo conhecimento deste acto desrespeitoso e profundamente prejudicial às conquistas, mandou prender o Bispo e condenando-o à morte. Continua a rezar a lenda de que o apelo ao amor ainda ficou mais fortificado e na sua cela perpetua foram chovendo flores e postais de solidariedade e mensagens de fé no amor.

E de facto o coração de Valentim não morreu na prisão e uma vez mais prevaricou: apaixonou-se pela filha de um carcereiro!! Acontece que esta cachopa era invisual, desconhecia o mundo, mas a força do amor uma vez mais venceu e o nosso Valetim, agora santo, restituiu-lhe as cores da vida. 

Mas a morte estava certa e no dia da mesma, no dia 14 de Fevereiro, ao despedir-se da sua amada, assinou um postal como " Do seu namorado, do seu Valentim". 

Hoje é tradição abrirem-se os cordões às bolsas, uns mais que outros, e ofertarem-se postais, flores, ursos, corações, cupidos, bombons, e um sem número de mimos mais ou menos pirosos. Para os mais abastados, um bom jantar num local chique é a marca deste dia. A noite, é outra guerra!!

E assim ficou sendo este o dia do AMOR, ou também conhecido como o Dia de São Valentim ou também como o "Primeiro dia do acasalamento dos pássaros"!!!

Eu, fiz um bolo, com a ajuda do meu pequeno para ofertarmos ao meu GRANDE.

Bolo de maçã, canela e essência de baunilha

CSD

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A SEGUNDA OBRA COMESTÍVEL

Pois lá chegou o dia de voltar a por à prova os meus dotes de decoração de bolos.
Ainda maravilhada com o resultado do primeiro workshop......


....fui tentar aprender mais. Desta feita o desafio era bem mais aliciante: bolo quadrado de dois andares!!. Como sempre o exemplar apresentado na sala deslumbrava pelas cores e principalmente pelos pormenores decorativos. Seria eu capaz??

Avental colocado, apresentações feitas e .... mãos no bolo.
Neste nível 2, tínhamos bem à nossa frente, dois bolos quadrados, de diferentes tamanhos, bem molhadinhos, o com sabor a chocolate. O desafio esperava-nos.

Os primeiros passos foram dados já sem surpresas. O nivelar dos dois quadrados de bolo e a "barradela" com a já conhecida pasta de manteiga, revelou-se tarefa fácil. 

Bolo maior
Bolo mais pequeno
Depois, seguiu-se o trabalhar da pasta de açúcar para a primeira cobertura do dia. Correu bem, apesar dos vértices serem uma novidade! Mão posicionada em concha, segurança no alisar e já está.


Cobertura do bolo base
Cobertura do bolo mais pequeno
Mas esta arte requer arquitectura. E esta, foi a grande surpresa. Estaca ao meio, segunda placa de sustentação para o bolo mais pequeno e três tubos inseridos no interior do bolo maior para suporte da placa do bolo superior. E esta? Há que prevenir as derrocadas!!! 

Preparação do bolo base para receber o superior
E já com os bolos montados, devidamente suportados e revestidos, passou-se à fase dos pormenores decorativos e ao que nos move nesta arte; a criatividade.

Bolos posicionados em andares
Primeiro, a criação da fita. De rolo passou a tira e depois de cortada com os cortadores milagrosos, passou a ser a fita ideal para aquele espaço de bolo. O cálculo das medidas é fundamental para a harmonia dos bolos.

Início da modelagem da fita
Fita já colocada
Seguiu-se a criação dos efeitos de "capitoné". Com um molde de triângulo em papel e mais uma vez com as medidas certas, foi-se criando aquela moldura tradicional unicamente vista em tecidos. E com a esteca certa, procedeu-se à abertura do orifício para, no final de todo o trabalho, colocar-mos a bolinha revestida de purpurina.

Criação do efeito de "capitoné"
E o laço começou igualmente a tomar forma. Nunca são fáceis de fazer, sabemo-lo por experiência própria, mas este foi de facto uma surpresa.  

Preparação do laço
Forma 
Duplicação
Aplicação na fita
E depois de devidamente colocado, foi a vez de elaborar os botões e os cordões. Com os moldes mágicos e os sprays de gordura, foi fácil arranjar botões em todas as cores e cozê-los com "linhas". E os cordões foram marcados com espátulas especiais. E as flores, e os trevos, e as flores reviradas, e as flores raiadas, e outros tantos truques que se aprendem nestes workshops?! É fabuloso!

Criação de botões, cordões e flores
Últimos pormenores
Lateral do bolo de andares
Outra lateral do bolo de andares
E pronto, este desafio ficou assim:

Lindo!!
Em casa e à espera estava a família para a glorificação da artista e a degustação do bolo. Mas foi duro dar a primeira facada...

Para o próximo mês farei seguramente outro curso, desta feita modelagem de expressões faciais. 
Gosto imenso, faz-me feliz, e como diz o meu marido: "mais vale pagar estes cursos, do que sessões no psiquiatra"!!!

E já agora fica o registo de um bolo, pouco conseguido, feito em casa, num daqueles dias em que a arte me chamou, mas a obra não saiu! É assim que se vai treinando...

Caracóis no jardim.
CSD