sábado, 29 de dezembro de 2012

Feliz Aniversário




PARABÉNS AO MEU FILHO


Bolo de chocolate com recheio de leite condensado

Já lá vão 9 anos. Foi numa tarde de inverno que ao final do dia o meu rebento começou a dar sinais saturação. O mundo pulava cá fora e ele queria ver. Cinco foram as horas mais ou menos sofridas e aos primeiros treze minutos do dia 29 ouviu-se o primeiro choro. Podem passar 100 anos que nunca esquecerei cada segundo.

Foi a maior obra de arte que realizei e realizarei em toda a minha existência. Que Deus o proteja e que nós, pais, possamos acompanhar e apoiar o seu crescimento.

CSD  

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FESTAS FELIZES


BOAS FESTAS


Queridos Família e Amigos


Tronco de Natal com recheio de doce de ovos

Neste Natal farrusco,
Á mesa vamos sentar,
Os desejos foram feitos,
E os doces não vão faltar.


Um Feliz Natal para todos e um ano de 2013 com imaginação.

Carla Sofia, Paulo e Afonso Domingues 


sábado, 3 de novembro de 2012



BAZAR INTERNACIONAL DO CORPO DIPLOMÁTICO







Não deixe de visitar o Bazar do Corpo Diplomático. Ajude-nos uma vez mais nesta missão e neste objectivo. Aproveite para comprar diferente e assim, juntos, ajudaremos mais Instituições de Apoio à Terceira Idade.


FELIZ NATAL 


CSD

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

ALGARVE

Agora em tempo de chuva apetece recordar os bons tempos solarengos e marítimos passados em terras algarvias. Vamos a isso.

O Algarve é aquele destino que o tuga gosta. Aquela língua de terra protegida por cordilheiras a norte e pelo oceano Atlântico a sul, é o sonho de muitos. Com uma paisagem completamente diferente do resto do nosso Portugal, acolhe tanto de portugueses como estrangeiros. Nascido para ser tranquilo, endoidece nos meses de verão, acolhendo as famílias e os solteirões com os seus longos braços abertos desde Sagres a Vila Real de Santo António.

Chegado o verão é ver-nos rumando em direcção a sul para uns dias de praia e sol, que é como quem diz, descanso. As scuts e as portagens cada vez mais caras desencorajam o passeio, mas faz-se um sacrifício. De Lisboa são duas horas e meia e quem vem lá do norte, faz perto de seis. E do norte vem muita gente, pois apesar da beleza das nossas praias nortenhas, a temperatura da água e os ventos tornam estas estadias muito desagradáveis. 

A viagem faz-se bem e já com o mar como moldura, há quem vá para casa dos pais, dos sogros, dos tios, dos primos e até dos amigos. Os hotéis existem em quantidade e qualidade, mas se poderem poupar uns trocos.... 



Para não furar as estatísticas também nós rumámos ao Algarve. Já instalados, desta feita na casa dos sogros em Albufeira, abrimos as malas e preparámo-nos para o laser. Podíamos finalmente estender as nossas toalhas ao lado dos outros milhares que tiveram vontade igual.  

Albufeira permanece igual a si mesma, mas há novidades cada ano que passa. Esta cidade de pescadores, de casas brancas e praias abrigadas vai respirando progresso e modernidade. De dia, as praias povoam-se de cores e gentes dos vários cantos do mundo. De noite, enchem-se os largos e as ruelas com malta nova, já bronzeada e seus corpos brilhantes. A animação nocturna é grande e para todos os gostos, desde bares, discotecas, espectáculos de rua com saltimbancos e muita magia, brincadeiras para os mais novos e muito comercio.

Emigrantes muitos, que em mais um regresso a casa ostentam um vocabulário mesclado para filhos e familiares. Turistas bastantes, que encantados com o sol e a temperatura vão absorvendo cada dia até ao adeus. Mas os tugas, outrora afastados do sul voltaram, sob o nome da crise. Resumindo, o Algarve estava à pinha. 

Mas os nossos quinze dias foram diversificados. Deambulámos desde Sagres ao Burgau, passando por Lagos e Carvoeiro, vimos e revimos amigos e descobrimos novas paragens algarvias e até fomos à bola, num jogo com muitas expectativas mas pouca emoção. 


Ponta de Sagres
Sagres
Sagres
Praia do Burgau
Praia do Carvoeiro
Portugal 2 - Panamá - 0
Aproveitando um generoso prémio, decidimos visitar a Praia da Luz. O aparthotel Vila da Luz fica escondido, privilegiando a privacidade e o bom gosto. Num aglomerado de casinhas vocacionadas para as famílias, passamos um dia e uma noite em harmonia com a praia e a vista. A piscina fez as delícias do mais pequeno. 


Villa da Luz
Villa da Luz
Villa da Luz
O resto das férias foram passadas em Albufeira, visitando praias variadas e assistindo a maravilhosos entardeceres. 


Praia dos salgados
Praia de Olhos d'Água
Praia de Olhos d'Água
E pronto, com as férias grandes de 2012 prestes a terminar, rumámos à capital para mais uma rentrée. O Algarve lá ficou a aproveitar o seu último mês de folia, preparando-se já para a paz típica dos meses de Outubro e Novembro. Voltará a animar do fim de ano e depois nos fins de semana longos, perto da Páscoa. E assim vivem os Algarvios. 

CSD  

sábado, 15 de setembro de 2012

DE VOLTA A ATENAS

Continuando o passeio por Atenas.

O Porto de Piraeus estava ao rubro, naquela manhã de regresso a terra. Aqueles que deixavam o mar, faziam-no ainda com as sua pernas bambas e equilíbrio desajeitado.  Os que embarcavam, cumpriam à risca as regra do Louis Olympia e preparavam-se para o cruzeiro no Mar Égeu. 

E nós, ainda com o sono por terminar subimos a bordo do hop on-hop off e aguardámos a partida em direcção a Atenas, à praça Syntagma. Do primeiro andar daquele autocarro descapotável a vista é priviligiada e foi com esse privilégio que iniciámos a viagem de descoberta e de regresso a Atenas. O percurso é bonito, bem como toda a cidade de Atenas. "Lions Gate" foi a primeira paragem rápida num percurso de 45 minutos. A viagem fez-se à beira mar entre marinas e praias, estas já compostas de banhistas e cores. O azul das águas convidáva-nos a um mergulho mas impunha-se depositar as bagagens no hotel. Mais tarde, trataríamos desse pormenor!  


Igreja em Piraeus
Estádio do Olympiakos
Piraeus ficava para trás e Atenas recebia-nos de braços abertos. A enorme avenida Syngrou mostrou-nos o planetário e minutos depois a Akrópolis e Parthenon. Aí trocámos para a linha vermelha em direcção à Praça Syntagma e ao nosso hotel Amalia. Apesar da curta passagem ficou-nos de imediato a enorme vontade de descobrir aquele templo a céu aberto carregado de história. Teríamos a oportunidade voltar lá!

Universidade
Universidade
No dia seguinte, já com o sono restabelecido e o mesmo calor inclemente, decidimos visitar  a jóia da coroa da Grécia.  

Teatro de Dioniso
A subida faz-se devagar, por entre passadiços e escadas. Logo na primeira paragem sentimos as tragédias e as comédias dos grandes dramaturgos da Grécia clássica, neste teatro de mosaico com 15.000 lugares sentados.   

Teatro de Dioniso
E mais à frente, no lugar mais alto da cidade e na rocha sagrada, erguem-se os monumentos  de mármore mais importantes do mundo ocidental, cuja construção data do reinado de Péricles, no final do século V a.C.

Sorri-nos o Parthenon, um magnifico templo dedicado à Deusa Atena e cuja estátua gigantesca de ouro e marfim embelezou o seu interior, nos tempos áureos da época grega clássica antiga.     


Parthenon
Parthenon
Parthenon
A vista sobre a cidade de Atenas é deslumbrante. A brisa quente abraçava-nos e o reflexo do branco encadeava a nossa visão. Ao fundo, a colina de Lycabettus e estendendo-se aos pés, uma Atenas submissa.


Vista da cidade e monte de Lycabettus
Do outro lado, o imponente e moderno Museu da Akropolis, com os seus 4.000 artefactos obrigáva-nos a uma visita. Deixámos este templo a céu aberto e almoçámos no restaurante do museu, seguido da respectiva descoberta.

Novo Museu da Akropolis
Ainda do lado de fora, e bem por baixo dos nossos pés sob uma pala protectora, o chão de vidro revelava as ruínas paleocristãs. Dentro do museu, as paredes envidraçadas permitiam-nos observar a magnitude dos templos da Akrópolis. Para mim, esta é sem qualquer dúvida a melhor conjugação entre o moderno e o clássico, o antes e o depois.
Novo Museu da Akrópolis
Novo Museu da Akrópolis
A tarde sufocava e todos os nossos poros suspiravam por uma banhoca. Utilizando o metro de superfície fomos em busca da costa e do mar. Direcção Edem, parámos na praia. Repleta de gente, as águas quentes proporcionaram um momento de frescura principalmente para o nosso turista mais pequeno. Mais à frente o parque de Flisvou e toda uma bonita marginal.

O dia seguinte foi dedicado a Ágora. Outro templo a céu aberto, fundado no século VI a.C. Situado numa extensão enorme este templo foi durante 1.200 anos o coração da cidade de Atenas. Aqui Sócrates dirigiu-se ao seu povo, aqui nasceu a democracia e aqui S. Paulo pregou. Este labiríntico espaço faz-nos descobrir a história por entre a densa vegetação existente. Cada recanto é uma descoberta.


Mapa de Agora 
Agora vista da Akrópolis
Stoa Central
Stoa de Atalo


A Stoa de Atalo foi um centro comercial no século II a. C e um local popular de encontro dos atenienses ricos. É actualmente um museu e um dos locais mais importantes da Grécia onde se encontram testemunhos da vida política e cultural da primeira democracia. 
Templo de Hephaestus


Chegada a hora do almoço, deixámos Agora e embrenhámo-nos nas ruas de Pláka. Num dos restaurantes típicos da zona, degustámos uma Moussaka, um famoso guisado campestre composto por beringela e cordeiro picado, distribuídos em camadas de batata e tomate, flutuando num molho de bechamel com aroma a canela. Uma espécie de francesinha, mas à grega!!


Numa ruela de Pláka
Merenda comida e outro passeio pela história antiga. Desta feita visitámos a Biblioteca de Adrianou, um faustoso edifício de colunas coríntias de 132 d.C


Biblioteca de Adrianou
Continuando o nosso caminho, percorremos as ruelas do mercado antigo com todos os seus comerciantes e produtos típicos e chegámos à praça Monastiraki. 


Praça Monastiraki
Igreja Ortodoxa Greça na praça Monastiraki
E a nossa viagem estava quase terminada. Com voo marcado para a madrugada do dia seguinte, decidimos ocupar essa tarde num dos museus mais bonitos que visitei: o Museu Benaki. Este museu dá-nos uma panorâmica da história grega desde a Idade da Pedra  (7.000 a. C.) até ao século XX. Espalhados pelas suas 36 salas estão mais de 20.000 objectos, que ordenados cronologicamente, nos fazem uma síntese do que visitámos e nos consciencializam sobre a importância que as civilizações anteriores têm e terão, nos dias de hoje. Uma lição de vida.


Akropolis à noite

Kalimera Atenas. 


CSD


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

OPA !!

O voo no Columbano Bordalo Pinheiro foi nocturno, entorpecedor, injectando-nos logo um cansaço impróprio para quem se desloca à descoberta de um novo território. Interrupções constantes num sono já de si atabalhoado questionam-nos sobre a utilidade de comer carne de vaca guisada com salada russa às duas da madrugada e vendas a bordo às três!!! Nestes voos só se devia dormir!

"Kalimera" 
À chegada, Atenas saúda-nos ainda na sua alvorada, já disposta a fazer-nos sofrer com o seu calor lapidante e o seu sol incandescente. Da terra saíam labaredas dançantes, translúcidas, que abraçavam as nossas pernas e queimavam os nossos pés. Do ar, picavam-nos os raios de sol, inclementes, fazendo-nos suplicar por uma sombra ou abrigo. E a aventura começou.
Akropolis (vista do hotel Amalia)
O primeiro dia, ou o que restou dele, foi passado a descobrir Atenas, concretamente a zona de Syntagma, local escolhido para repousar no Hotel Amalia. Muito bem localizado, este porto de abrigo é o local ideal para explorar Atenas moderna. 


Parlamento
O Parlamento, edifício mundialmente conhecido por razões menos dignas e mais atribuladas, foi a nossa primeira paragem. O render das sentinelas, dos soldados Evzone foi cativante, e mesmo o sol escaldante das 15 horas não esmoreceu os nossos sorrisos ao vislumbrar aquele ritual estranho, num misto de saias de 400 pregas a bailar, pompons negros a abanar e sapatos a raspar o solo. Mesmo em frente ao Túmulo do Soldado Desconhecido, estas hirtas estátuas humanas deixavam-se fotografar ao lado de quem assim o desejava. 
Soldado Evzone (gigante!)
Seguiu-se uma caminhada pelo interior refrescante do Jardim Nacional e a descida da Irodou Attikou, onde uma multidão de repórteres e jornalistas aguardavam revelações e conclusões de uma reunião na Residência Oficial do Primeiro-Ministro. 


Entrada no Jardim Nacional
Impresa junto à Residência Oficial do Primeiro-Ministro
Mais abaixo, encontrámos o "Kalimarmaro", estádio Panathinean, e mais à frente, o Templo de Zeus Olímpico. 
Estádio
Estádio


Estádio Kalimarmaro
As 16 imponentes colunas anteviam o que outrora terá sido um culto grandioso ao Deus Zeus.  
Templo de Zeus
Numa lateral encontrámos o Arco de Adriano, concluído por este imperador em 124 d.C cujo objectivo era separar a cidade dos Deuses da cidade imperial, a realidade moderna. 


O Arco de Adriano
Com um calor que não dava tréguas, acabámos o nosso meio dia em Atenas a jantar num dos restaurantes na praça Syntagma, cheia de nacionais e estrangeiros que seguramente traziam a crise bem guardada no bolso!


Hotel Amalia - vista Parlamento
O Porto de Piraeus foi o destino na manhã seguinte. Esperava-nos um passeio marítimo pelas Lendas do Égeu a bordo do Cruzeiro Louis Olympia. O programa prometia e qual navegadores à descoberta de novos mundos, embarcámos. 


Porto de Piraeus



Ensaio de segurança a bordo
Duas piscinas salgadas, vários restaurantes, casino, salas de espectáculo, discoteca, bares e cafés, lojas, ginásios, espaço beleza, espaço criança e um sem número de outros interesses estavam à nossa disposição durante os próximos quatro dias. 


Cruzeiro Louis Olympia
Cruzeiro Louis Olympia
E o camarote? Uma agradável surpresa. Duas camas individuais e um beliche fizeram as delícias do marinheiro mais pequeno. Com o espaço suficiente para repousar e toda a privacidade, sentímo-nos em casa.
A bordo do navio Louis Olympia já no mar Égeu
Com um navegar sereno e seguro fomos deslizando àguas dentro e aproximando-nos de uma das mais pequenas ilhas do grupo Cyclade - Mykonos e a primeira das ilhas por descobrir e explorar. Esta famosa ilha é bem conhecida daqueles que sendo diferentes, se unem neste ambiente de iguais, fazendo com que a discriminação e hostilidade fiquem ao largo, no mar alto.


Mykonos - vista do porto
Mykonos (vista lado contrário)
Mykonos (Little Venice)
Mykonos
Pelicano gigante em Mykonos
Mykonos
A tarde ía avançada e foram necessárias poucas horas para assimilar-mos a beleza branca das habitações, os apontamentos azuis das cúpulas, os moinhos ao alto e a praia de areia grossa e água tépida. O por do sol forçou-nos o regresso ao navio. A primeira bandeirinha estava afixada. O jantar foi a bordo num dos restaurantes do convés e a noite passada nas nossas camas marinheiras, num sono embalado.


Porto de Kusadasi - Turquia
No dia seguinte despertámos num novo destino: Kusadasi (Kuşadası) na Turquia. A estada de apenas cinco horas em terras turcas obrigou-nos a fazer escolhas e perante as sugestões diárias do nosso navio, optámos por fazer um mini tour em direcção a Ephesus, numa distância de apenas 15 quilómetros do porto. Juntamente com uma família de portugueses igualmente embarcados mas noutro navio, fizémo-nos á estrada e rumámos a uma tempo passado.  


Porto de Kusadasi
Castelo ao lado do porto
Kusadasi vista do porto
A primeira paragem foi no Monte Coressos, na Casa da Virgem Maria. Confirmada pelo Papa como sendo a casa onde a Virgem passou os seus últimos anos, a pequena habitação revela-nos um interior sereno e a presença Dela quase se percebe, se sente.  Passamos a porta de entrada com um misto de curiosidade e atravessamos a porta de saída com a serenidade no coração. 


Casa da Virgem Maria
A água que brota das várias fontes pendentes do muro imponente tem um elixir próprio: quem a torneira quiser abrir terá de escolher entre a água da saúde, da felicidade, e do amor. O meu cantil verteu de saúde, pois amor e felicidade ainda tenho armazenados.  


Muro de pedidos e fé
Mais à frente e encravados nas ranhuras do muro, fitas de várias cores armazenam pedidos e suplicas em várias línguas. É um lençol predominantemente branco que perpetua a crença ao longo dos tempos.


Ephesus
E chegámos lá: o museu Ephesus. O calor era quase sofocante. O branco reflectia nas pedras tolhendo-nos a visão. As poucas sombras estavam ocupadas pelos outros exploradores e a nossa pele gritava por protecção. O guia começou a sua explicação enquanto nos embrenhávamos na multidão e nos restos do que outrora foi uma civilização inteligente e empreendedora. 


Museu Ephesus
Caminhando, fomos sendo despertados para pormenores e histórias de uma era passada que muito nos ensinou e delegou. Este museu a céu aberto, jóia da arqueologia de Ephesus e Anatolia,  ostenta peças de escavações em Ephesus, peças da Basílica de São João e do Mausoléu de Belevi, bem como de escavações nos arredores. Esta história viva passeia-nos de 4000 aC até ao período Otomano. 


Estátua moderna!
As estátuas ainda imponentes de deuses, imperadores e famílias mostram-nos curiosidades e vivências impensáveis nos tempos actuais, as quais nos consciencializam da evolução fulgurante da história. Bom, nem todas.....
Fachada da biblioteca
De regresso ao navio, paragem obrigatória numa loja e armazém de cabedais, cujos preços para turistas nos afastaram rapidamente. Foi bonito de ver mas, ficámos por isso mesmo!

As amarras foram levantadas, a Turquia ficou para trás e o navio voltou à sua marcha silenciosa. A banhoca na piscina impunha-se para retemperar forças. O almoço foi revigorante e o regresso às ilhas gregas o próximo destino.

Patmos, esta pequena ilha em forma de cavalo marinho é de origem vulcânica e as suas praias de areia grossa e pedras escuras. 


Patmos vista do mosteiro
Patmos vista do mosteiro
Chora, a capital de Patmos, ostentava no cimo do monte o seu Mosteiro de São João, fundado por Santo Christodoulos em 1088. Um vento rebelde amparou-nos na penosa subida e a longa escadaria conduziu-nos à Capela dos Apóstolos datada do século XVII. 


Escadaria do mosteiro
Capela dos Apóstolos
Mosteiro de São João
O Mosteiro contém três dos mais importantes tesouros culturais da Igreja Ortodoxa: a biblioteca, os arquivos e o tesouro. Percorrendo as salas escuras e os átrios luminosos, fomos descobrindo a cultura de um povo e as paisagens magnificas sobre o Mar Egeu. A descida fez-se de taxi, o mesmo que anteriormente nos tinha transportado para cima, a nós e mais um casal de austríacos que envergando os seus trajes típicos, se encaminhavam para uma celebração matrimonial. 


Patmos
Já no sopé, passeamos pelas ruelas típicas e descansámos na praia aguardando o regresso ao navio. Patmos estava explorada. 



Praia - Patmos
Mais um jantar no navio desta feita no restaurante Seven Seas. A pacatez de outrora começou a ser beliscada e a ondulação começava a fazer-se sentir naquele imenso navio. Os líquidos dentro dos copos bailavam ao ritmo das ondas e o meu estômago também. Apesar do belo espectáculo grego e dos comprimidos anti enjoo, o meu ponto de equilíbrio começava a ser afectado e uma noite atribulada esperava-se. E aconteceu! 


Santorini
Acordámos já em Santorini, a última ilha a ser visitada. De origem vulcânica, esta ilha conheceu a sua primeira erupção em 236 aC e a última em 1926. Como não permite a atracagem dos navios, o transbordo é obrigatório. Com um pequeno almoço reduzido para evitar males maiores, a travessia não foi pacifica. 


Chegada a Santorini (meia enjoada!)
Chegada a terra firme, pisamos Thira (Fira), a capital. Várias são as maneiras de ascender à vila, bem edificada no cimo do monte, a 1.916 pés de altitude. Ou iniciamos uma marcha penosa, engolindo 587 degraus, ou encavalitamo-nos no dorso de um burro e fazemos toda a ascensão aos solavancos e com o aroma natural do ruminante, ou sentamo-nos confortavelmente no banco do teleférico e subimos rapidamente contemplando a paisagem. Apesar do meu marido ter arriscado a ideia do ruminante, o bom senso (e o preço) falaram bem mais alto!
Burros na rua de Thira
Chegados lá a paisagem corta-nos a respiração. Numa mistura perfeita de branco, azul e vulcão os nossos olhos deambulam de ponta a ponta, de cúpulas a ruelas, de jardins a piscinas. 
Vista de Santorini
Santorini
Tendo em conta uma vez mais as indicações do roteiro do nosso navio decidimos ir a Oia (Οία, em grego lê-se Ía) noutra excursão com guia. Após uma curta viagem num mini bus, entrámos em Oia. As ruelas são estreitas, típicas, brancas, efervescentes de comércio tradicional. 

Vista Oia (direita)
Vista Oia (esquerda)
Cada explicação era acompanhada de uma paragem e uma perspectiva diferente da ilha. O sol, inclemente para a nossa pele, dáva um brilho magnifico a cada casa, a cada história e principalmente ao mar. As outroras casas consideradas ricas, dos comerciantes que aproveitavam a excelente posição da ilha para as trocas comerciais, são hoje ocupadas pelos antigos pobres (ou menos ricos), que aproveitaram o fim do apogeu e o declínio dos ricos para melhorarem as suas vidas. De grutas escavadas no solo vulcânico, onde a temperatura constante rondava os 19 ºc todo o ano, passaram a habitar mansões com vista de mar e horizonte. 
Oia
Oia
Com esta e muitas outras curiosidades a manhã passou depressa e encontrámo-nos novamente em Thira para almoçar.  


Vista do restaurante
Apanhando o autocarro local rumámos ao passado: Museu Arqueológico de Akrotiri.

De brochura na mão, sob um telhado quente de zinco, seguindo os passadiços e as setas entrámos na civilização Minóica, já de si construída sob as ruínas de um monumento antigo que data da época Cicládica. Os vestígios de cerâmica encontrados, a construção das casas não podem deixar-nos indiferentes, e obrigam-nos a constatar que desses tempos até aos dias de hoje, nada se inventou, só se aperfeiçoou. Valeu bem a visita. 


Ruínas de Akrotiri
Ruínas de Akrotiri
O resto da tarde foi passada a explorar Thira, cada recanto, cada paisagem, cada esplanada. E depressa chegou a hora de regressar ao navio, para o fim do nosso cruzeiro. 


Thira
Thira
Thira
Thira vista do teleférico.
Uma vez mais a travessia rumo ao navio não foi meiga e a embarcação bailou acima e abaixo para alegria de muitos e temor de alguns!! EU!!

Já a bordo, a noite revelou-se mais pacifica. O espectáculo de magia num dos salões fez de mim "ajudante de mágico" por alguns minutos. Até hoje estou sem saber como fiz uma mesa levitar! 
Magia
A última noite flutuante foi acolhedora embora tenha ficado provado que a minha veia de marinheira não é grande coisa!! 


Por do sol em Santorini, na última noite no navio
E pronto, Porto de Piraeus à vista bem como o fim do nosso cruzeiro. Deixámos o navio Louis Olympia e o passeio pelas Lendas do mar Égeu com a satisfação de missão cumprida. 

Já em terra e manhã cedo, subimos no autocarro Citysightseeing (sistema hop on/hop off) de regresso a Atenas para mais três dias de exploração, que ficarão para contar em próximo post.


E já agora OPA! é uma exclamação muito utilizada pelos gregos, que significa contentamento, felicidade e alegria.  

CDS