sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

"BATMANIA", MAIS CONHECIDA POR MELBOURNE.



Melbourne by night

Decorria o ano de 1835. John Batman, um agricultor da Tasmânia com veia de navegador e muita ambição, inicia uma expedição que o leva à Baía de Port Phillip. Um rio navegável e condições excelentes para estabelecer uma cidade foram as alegres conclusões de Batman. "This will be the place for a village" é a frase que consta da carta foral da cidade de Melbourne. Ocupada pelos aborígenes da tribo Wurundjeri, decide i
niciar de imediato negociações com os líderes para a compra de terras, regressando à Tasmânia para preparar a expedição final. Ideia semelhante de conquista de novos territórios teve Fawkner, um "convict" britânico, à época empresário de sucesso estabelecido em Lauceston (Tasmânia). Ambos chegaram a Port Phillip com um mês de intervalo. Primeiro Fawkner, depois Batman. Terra não faltava e apesar de Batman se sentir ultrapassado e traído nos seus sonhos, ambos concordaram em dividir a mesma terra e assim estabeleceram-se na nova cidade. 

Batmania viveu dois grandes períodos que a catapultaram para o mundo. A procura de ouro em 1850 que encheu de riqueza e fausto a cidade proporcionando um crescimento fulgurante e, o incentivo à imigração dado pelo governo após a Segunda Grande Guerra, na esperança de repovoamento deste imenso continente. Os Jogos Olímpicos de Verão de 1956 colocaram-na no mapa das maiores cidades do mundo com melhor qualidade de vida.   




Conhecida por Batmania, Bearbrass, Bareport, Barehup, Barehurp ou Bareberp, tornou-se definitivamente Melbourne em 1837, por vontade do Governador Sir Richard Bourke em homenagem ao primeiro ministro britânico da época William Lamb, então II Visconde Melbourne. Bem haja!

E foi para conhecer Melbourne que deixámos Sydney. O voo é curto e a cidade uma surpresa. Chegámos em véspera de ano novo e fervilhava de vida, de alegria, de gente gira e original. Escolhemos o melhor sítio no Queen Victoria Gardens e esperámos pelas badaladas. 14 toneladas de fogo e a promessa do maior e melhor fogo de artificio na história da Austrália criaram em nós uma certa ansiedde, confesso!

Manda a nossa tradição (tuga!) ter uma peça azul vestida, uma nota numa mão, na outra as 12 passas mais o copo de champanhe. Ora bem.... azul sim, a nota estava no bolso, as passas foram difíceis de encontrar, o álcool é proibido e badaladas, nem vê-las! Como o fogo de artificio de Melbourne é disperso pelos 22 grandes edifícios da cidade, obriga-nos a uma ginástica de pescoço pouco habitual nestas alturas. Assim sendo ... à última badalada a solução foi engolir todas as passas, rodar freneticamente o pescoço para não perder pitada, fotografar o possível e desejar depressa tudo de bom! Beijos e abraços muitos, e esperança no novo ano. VIVA 2018!      







Feliz 2018 para todos!
Festa feita, sono reparador, iniciámos a exploração da cidade no primeiro dia de 2018. 
Melbourne é cosmopolita e vanguardista. A ligação entre o seu passado e o futuro não choca e faz da cidade uma amalgama arquitetónica engraçada. Apanhámos o elétrico turístico 35 que faz o City Circle e é gratuito! Fizemos a volta à cidade para as primeiras impressões. Da Federation Square até à Docklands é um desfolhar de paisagens e a edifícios muito interessantes.


Federation Square - Estação Central

O antigo e o moderno


O antigo e o moderno


Yarra River e a arquitectura moderna


CBD à vista


À tarde, o já habitual Walking Tour de 2:30h com guia. Por ruas e ruelas escondidas fomos descobrindo uma Melbourne pitoresca carregada de jardins fabulosos, de arte de rua e monumentos históricos singulares.


Relógio floral no Queen Victoria Gardens


Shrine of Rememberence no Royal Botanic Gardens


Vista da cidade. Shrine of Rememberence

Arte de rua - Rapaz Aborígene

Outra perspetiva da cidade foi-nos dada pelo cruzeiro no Yarra River. Num programa combinado de duas horas, navegámos desde o River Gardens até Ports & Docklands. A cidade moderna e altaneira ergue-se nas margens deste calmo rio que serpenteia Melbourne. 



Yarra River

CBD

Melbourne Park


Edifício Eureka em destaque

Mas perspetivas da cidade não faltam!. A The Star, única roda gigante de observação no hemisfério sul oferece-nos paisagens de 360 graus a 120 metros de altura. São 21 cabines que nos levam ao "topo do mundo" em 30 minutos. Dizem eles! 


Outra experiência obrigatória é o Eureka Tower com o seu famoso Skydeck. "Eureka" foi o nome escolhido em forma de homenagem aos mineiros de Victoria. Tem 297 metros de altura, 52.000 metros quadrados de janelas de vidro e as janelas dos 10 pisos superiores estão banhadas a ouro de 24 quilates! Chamam-lhe o miradouro mais alto do hemisfério sul. E nós, temos uma vista áurea de 360 graus sobre a cidade!


The Star
The Star - vista da cidade




The Star - vista da cidade

Eureka - vista da cidade

Zen na Eureka!


Eureka - vista da cidade

De volta à terra, perdemo-nos por mais ruas e recantos desta cidade criativa, bem organizada e funcional. E também pela praia! St Kilda Beach é uma praia de areia branca, situada entre a Marina e a Harbour. Apesar do ar calmo das suas águas, tem ventania, correntes, fundões, e objectos perigosos subterrados. Bichos também haverá ou não estivéssemos nós na Austrália!  



Praia de St Kilda

Num dia de 42 graus seria o primeiro chamamento, mas havia mais para explorar. E assim descobrimos a Cooks' Cottage, casa dos pais de James Cook. Nada teria de relevante não fosse o facto de ter sido construída em Inglaterra em 1755, embarcada num navio e re-erguida nos jardins de Fitzroy em 1934. É o edifício mais antigo da Austrália.  



Cook's Cottage
Seguiram-se a Shrine of Rememberence, um memorial aos combatentes australianos que pereceram nas duas grandes guerras e as Catedrais de St. Paul, anglicana e St. Patrick, católica.

Shrine of Remembrance

Interior da Shrine

Catedral de St. Paul
Interior da Catedral de St. Paul



Catedral de St. Patrick

Interior da Catedral de St. Patrick
O Parlamento também não podia falhar. Numa visita conduzida por um guia com postura de rei, embrenhámos nas histórias constitucionais e políticas de uma Austrália que venera cegamente a Rainha de Inglaterra. O edifício é majestoso e o interior opulento. Ouro e mais ouro pintam os tectos e os ornamentos, levando-nos a um passado de ostentação e luxuria.

Parlamento de Melbourne


The Legislative Council Chamber 
Na Old Melbourne Gaol fomos prisioneiros por umas horas. Sob a acusação de "comportamento violento e conduta imprópria" fui levada para os calabouços deste edifício controverso e hoje desactivado. Mas não fui sozinha! Confesso que achei graça.

Prisão de Melbourne

Presidiários 
O Museu de Melbourne fechou com chave de ouro este périplo pela cultura da cidade e da Austrália. Do passado ancestral ao futuro longínquo, este museu expõe uma colecção interessantíssima. 


Sala de animais embalsamados representando os vários continentes

O pior pesadelo!
As transformações do mundo a 100 milhões de anos



O desporto, essa atividade tão apreciada pelos australianos também foi alvo de visita. O estádio do MGC, os campos de ténis do Australia Open, o estádio do Ethiad e o circuito do Grande Prémio de Formula 1 da Austrália também figuraram nos nossos passeios.

Melbourn Cricket Ground

Circuito do Grande Prémio da Austrália em Formula 1
Para terminar em beleza, uma visita ao Icebar, único na Austrália. Uma experiência ártica a menos 10 graus que fez as delícias do mais novo. Monidos de capas de neve e luvas penetrámos num mundo de gelo sob o espírito de Game of Thrones! Tudo é feito em e de gelo, até os copos dos deliciosos cocktails! Bebendo e dançando aguentámos perto de 20 minutos. Tempo suficiente para sair maravilhado!



Icebar de Melbourne


A rivalidade entre Melbourne e Sydney é antiga e perceptível a olho nú!. De 1901 a 1927 Melbourne superou Sydney e tornou-se a capital temporária e sede do governo australiano. Melbourne tenta sempre fazer mais e melhor, acolher todos os eventos internacionais, estar na vanguarda de todos os acontecimentos. E sabe vender-se; adjectivos como "amazing", "unbelievable", "beautiful", "great", "astonishing", "stunning", "fastastic", "unique", "remarkable" são sinónimos de Melbourne. Melbourne é "the best"! Confesso que também gosto muito de Sydney!

Tempo houve ainda para um encontro casual com a nossa bandeira nacional que hasteada, lembrava ao mundo um dos portos mais bonitos da Volvo Ocean Race; Lisboa! 

A mais linda do mundo!
A cidade de Melbourne ficou vista e Victoria "is the place to be" por 10 dias!
Tempo houve para fazer a famosa Great Ocean Road e visitar a Phillip Island, destinos que serão reportados num próximo post. Aguardem que valerá seguramente a pena!

CSD

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

DESABAFO MEU!

Sem título, só porque não há palavras!

São tantas as coisas que estão mal na minha terra! Como é possível que de repente se tenha aberto o livro do mundo e da página portuguesa só sai desgraça? O que aconteceu ao nosso estado de graça? 

Estou longe do meu Portugal, a minha terra, que amo até ao tutano! Toda eu sou portuguesa, tenho um orgulho enorme em representar Portugal, em dizer a todos que o meu cantinho é lindo, pacifico, hospitaleiro. Para mim Portugal é o  melhor do mundo (e o Ronaldo também). Tem a melhor comida,  tem a melhor gente. Tem a mais bela bandeira e o melhor Hino, o único que escuto sempre com lágrimas de emoção e um enorme respeito.

Mas confesso que hoje apetecia-me fazer como aquele cartoon do Batman: distribuir chapadas a todos! A todos, literalmente!

- Ao povo, por ser tão resignado, por achar que são destino todas as desgraças que se assolam, por acreditar que nada resolve se um murro na mesa fosse dado e outro mas trombas dos responsáveis! Por emprenharem pelos ouvidos, por só ouvirem o que querem, por não terem o discernimento de avaliar com critérios fundados quais as pessoas, as medidas e as decisões realmente importantes e perderem-se em novelas de trampa onde o fim é mais que sabido! O supérfluo é aplaudido, o necessário vai sendo empurrado com a barriga. E o povo consente. E com uma rapidez fulgurante organizam-se por esse mundo fora, em eventos de verdadeira solidariedade para com os irmãos desafortunados, são angariadas verbas avultadas que levam estampados o selo do coração. Muitos, tiram-no ao seu sustento para ajudar quem mais sofre. São nomeadas entidades de referência para gestão dos fundos. O povo confia. São contas abertas, depósitos feitos, levantamentos in loco das necessidades mais prementes mas ... 4 meses depois, tudo igual! Para onde vão estes donativos? Porque ainda não chegaram às populações dos primeiros fogos? Porque tem a população anónima que fazer o papel do estado angariando bens, transportando-os a seu custo, batendo às poucas portas que não arderam para fornecer o premente? E porque começam a aparecer rumores de estravio dos montantes? Então como é, ó entidades de referência? Santa Casa, por exemplo?  E o povo não se insurge?! E o povo deixa?! E depois chora! 


- Aos bombeiros (cuja gratidão e apreço é incomensurável mas...) por não se insurgirem com a falta de meios, por não reivindicarem mais atenção, por aceitarem sempre trabalhar no desenrasca (muito à tuga!), por confiarem em comunicações de SIRESPES e outras trampas que insistem em não funcionar nos dias bons, quanto mais nos dias maus!. Por seguirem coordenadas e orientações erradas daqueles que com distintivo ao peito, nada sabem. Quem anda no terreno são VOCÊS! Por não denunciarem Comandantes que lesam o Estado e as vossas corporações de bombeiros em milhões de euros e se gabam por isso. Isto é doentio, isto é ultrajante. Haver dinheiro (dos contribuintes!) destinado a quem nos defende e ser usurpado por meia dúzia de oportunistas sem moral, sem coração, sem lealdade, sem honestidade, sem escrúpulos, e sem outros “sens” que eu nem me lembro! Não pode ser! OBRIGADA por tudo, mas exijam, porque merecem! Merecem vocês e nós!   

- Ao Governo (governos, com ou sem maioria, com ou sem geringonça) que ano após ano registam números e mais números de áreas queimadas, de bens públicos e privados destruídos, de famílias devastadas. A preocupação é dar sempre boas notícias. Está sempre tudo bem e a crescer! Pronunciam-se e muito sobre matérias superficiais sendo as estruturantes enfiadas na gaveta. Sabem penalizar os outros mas são negligentes em causa própria. 
Será assim tão imperioso legislar sobre a carta de condução para os imberbes de 14 anos?! Deve ser! Deve haver algum filho de ilustre a querer ter carta a sério e não uma licença!! Não haverá nada mais importante para legislar?
Não há coragem para as medidas de base, para as leis penalizantes. Deixam-se manipular pelas industrias da madeira, da aviação e outras encapotadas, pelos lóbis poderosos, pelos grandes detentores de notas sujas. Essas não ficam esquecidas nas gavetas! É vergonhoso o que tem saltado para a comunicação social. Mas não há ninguém honesto? Cada dia há mais um que roubou, que favoreceu, que ajudou, que escondeu, que, que, que, num desfolhar de sem vergonha ... mas que raio de gente é esta? Candidatam-se a defensores do povo com uma cara, são eleitos pelos crentes e sempre muito esperançosos, e depois cai-lhes a máscara e libertam-se os interesses, os conluios, os negócios sujos! Mas a caneta com que tomam posse está contaminada com o vírus da ganância e da desonestidade? E a arrogância e petulância com que se tratam algumas matérias sensíveis é de bradar aos céus! 
Devo dizer que não defendo partidos ou políticos. A minha ideologia é a sensatez e a justiça. Custa-me ver tamanho desrespeito por pessoas e crenças. E por isso falo, critico, condeno e aponto o dedo ao que me parece ser um gene que ataca todos os que na cadeira mais importante se sentam, e por ser confortável, entram em letargia e deixam-se adormecer... E é parece-me ser o melhor momento, pois aquando despertos...valha-nos Deus! É muito mau!


- Aos jornalistas que andam loucos para fazer a folha a alguns, para relatarem o rolar de cabeças, literalmente ver o circo a arder! É um jornalismo miserável, futriqueiro, calhorda, ordinário. Tudo é notícia, tudo serve para notícia e quando não há, inventa-se, para as faúlhas da fogueira ainda serem maiores. Eles filmam-se com corpos mortos, eles inventam vitimas, eles entrevistam até à exaustão pessoas nos seus piores momentos, dissecando até ao osso essas histórias de gente sofrida. Eles vêm para os jornais e demais meios de comunicação achincalhar, gozar, fazer jogos sujos de palavras, capas deprimentes, escudando-se no “seu” direito à informação! E isto é a faúlha ideal para alguns! Escondidos por detrás do écran saltam os politólogos, os analistas, os sociólogos, os humanistas, os activistas, os estupidólogos e todos os cobardolas a comentar, a debochar e insultar quem expressa as suas opiniões educadamente. Tenho lido comentários e troca de insultos que são inqualificáveis. A leveza com que as criaturas se maltratam no facebook por exemplo, é arrepiante! É de homem, insultar sem ser visto!!! E isto é resultado das notícias que por vezes de tão ambíguas e mal escritas que estão, levam a interpretações tão dispares que facilmente incendeiam os meios. Já para não falar dos pontapés na língua de Camões! Credo! 
Não vale tudo. Há que haver respeito. Jornais cor de rosa têm o seu estilo conhecido. Só compra quem se identifica. Agora, imprensa respeitada, conceituada descer até ao patamar do nojo, parece-me mal, muito mal. E já agora, ao invés de andarem dias a fio a mostrar os espaços queimados (florestas que o já não são, estradas calcinadas, carros estampados, bichos em putrefacção, habitações em ruínas) como se de um "Thriller" se tratasse, que tal irem por exemplo a Pedrogão e darem a conhecer ao mundo o que por lá está de facto a mudar. Um jornalismo negativista que só se expressa no negro e é incapaz de acções construtivas e positivas, não interessa.


- Aos tribunais, valha-me Deus, os tribunais, os juízes...  
Como é possível os sacanas dos pirómanos serem apanhados em flagrante a “deitar” fogo e ficarem apenas com termo de residência? Como podem não ser punidos imediatamente? Vêm para a rua para acabar com o resto? Gozam com a cara de todos? Prejudicam quem não merece? São malucos, foi vingança, foi descuido, foi pago para tal? É fazê-los falar e aplicar a lei. Simples! Ainda mais simples...o povo ensina-os, deixem-nos vir! Porque demora tanto condenar evidências? "Em flagrante" não é suficiente? É por ser cega que perdoa?  Pior cego é o que não quer ver! Queremos mais Carlos Alexandres!


- À policia em geral, que de tantas que são, se atrapalham umas às outras. Andam literalmente aos papeis tentando cada uma defender o seu bom nome, atirando areia para os olhos de quem deixa! O raio (que os parta!) caiu do céu num dia de trovoada seca, trovoada que rebentou a mais de 2 km de distância e com horas de atraso! O incêndio foi megalómano! Mas a árvore (ou o que restou dela) que o suposto raio fulminou foi encontrada, foi culpada e filmada de imediato!  Papo cheio para a polícia, momento de glória de um tronco velho! Ai espera ... afinal não!!!! 
Onde estão os iluminados investigadores que fizeram esta análise criteriosa e profunda que pariu uma mentira? Rolaram cabeças pelo engano? Foram pedidas desculpas? Não, mas morreram bastantes. E os relatos de objectos caídos dos céus tipo “Os Deuses devem estar loucos!” equipados com um engenho explosivo? Não são investigados? É que já há engenhos para mostrar, apanhados como se de bolas de sabão se tratassem! E os fogos que deflagram às 3 da manhã? Não há registos nocturnos de aeronaves no espaço aéreo? E o aviso que apareceu nos bombeiros: "gostaram? A próxima é a serra!" não se leva a sério? Ainda se defende, a tal policia de investigação, que são as condições climatéricas adversas as causadoras de 105 mortos? Vou dar-vos uma má notícia; os termómetros vão voltar aos 30 graus! É melhor não desmontarem os ginásios!
Então a nossa PJ que é tão conceituada, tão esperta, tão eficiente não descortina quem está por detrás disto? Ano após ano? Para os "nuestros hermanos" não há dúvidas. Isto é terrorismo incendiário, bem organizado, de uma eficiência assustadora. A nossa Pj só não descobre se não quiser ou ... se não puder!  


- Às altas patentes militares, que deviam mandar para a rua os seu efectivos para fazerem prevenção nos meses bons e nos meses maus, ajudar sempre que necessário pois se há gente que tem formação a sério para momentos de crise são os militares. Os senhores generais deveriam ser os primeiros a oferecer os seus serviços e a insistir nessa ajuda mesmo perante criaturas arrogantes que não as queiram aceitar! Faz parte do juramento de bandeira; “defender a pátria e cumprir os deveres militares, mesmo que isso implique o sacrifício da própria vida”.  Eu acrescento, faz parte dos deveres cívicos também!
Eles sabem construir, improvisar, desbastar, vigiar, socorrer, combater. Têm meios e sabem usá-los. Apesar de deixarem roubar armas no próprio quartel, ainda acredito neles! São jovens, na força da vida, e há toda uma experiência civil que também deveria fazer parte do currículo militar. Têm tudo o que é preciso! E os pilotos militares poderiam por em prática os conhecimentos adquiridos em matéria de “caça ao fogo”, aquela formação paga pelo Zé Povinho! Temos aviões bons e eficazes os C130 que despejam o triplo da água dos aviões usuais, há kits de incêndio e rescaldo que foram comprados para equipar os nossos asas mas nunca instalados, há pilotos formados e com competências demonstradas à espera e ... está tudo metido nos hangares em parte incerta a ganhar raízes e ferrugem. E ... pagamos 35.000€ à hora para os canaderzinhos estrangeiros andarem a deitar umas pingas de água!  Mas depois como não estão reunidas as condições ideais para levantarem voo, ficam em terra mas o contrato mantém-se e arde tudo e mais alguma coisa. Só não arde a factura! Não se entende! É estúpido, no mínimo!  

E haveria mais a quem eu daria de bom grado outras tantas bofetadas! E não só aos nossos. Os estrangeiros também sentiriam o peso dos meus cinco dedos! Pô-los em fila e tudo a eito! 

Uma coisa é certa: o mau período que Portugal atravessa em várias áreas terá de ser uma aprendizagem. Nada será como dantes, nada poderá ficar como dantes. O povo sairá desta tormenta de olhos mais abertos (espero!) e os políticos terão de saber honrar os seus compromissos com transparência, seriedade e lealdade. Há palavras que têm de ser banidas como a corrupção e a mentira. Queremos gente honesta à frente do nosso futuro. Merecemos mais e as nossas crianças exigem o melhor. 

Fica o meu mais respeitoso abraço a todos os que perderem filhos, pais, família, vizinhos, animais, bens materiais, as poupanças de uma vida, o esforço da existência. Acredito que dificilmente essas pessoas voltem a ser gente.  Reerguer é uma palavra bonita mas ... de difícil começo, re-começo! O povo continua solidário e vai ajudando conforme pode. O meu profundo agradecimento aos voluntários, aos amigos que se juntam, aos grupos que se formam espontaneamente. Ajudam a sério. Lá, onde é mais preciso. É essa gente que honra Portugal. 

E um bem haja ao nosso Presidente. A antítese do seu antecessor! Um Senhor Presidente humano, humilde, solidário, que mostra compaixão e abre os braços e recebe abraços e deixa-se tocar como um dos nossos. Vai onde é preciso, conforta, beija, acaricia. É parte do povo, respeita-o e dá-se ao respeito. Temos de arranjar maneira de o colonar! Queremos mais assim. Precisamos de muitos Marcelos.   


A escrita já vai longa. Consensual ou não, o desabafo apaziguou a minha alma. Escrever é bom e faz bem. Lá fora chove copiosamente. O dia está escuro, numa analogia ao sofrimento e devastação do meu Portugal. Estou triste e decepcionada. Mas nada posso fazer. Apesar de viver longe, muito longe mantenho sempre a esperança num Portugal com P grande.

“Heróis do mar, nobre povo, nação valente e imortal...”


CSD

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

WHITSUNDAY COAST


Whitehaven Beach - O paraíso na terra.
Quando o mar brinca com as suas tonalidades, abraça ilhas verdejantes de areia branca e pura e esconde tesouros milenares.... vamos dizer o quê?

Aterrámos em Hamilton Island, uma das 74 ilhas da Whitsunday Coast e um destino de férias situado na Grande Barreira de Corais a escassas duas horas e meia de avião de Sydney. 70% desta ilha ainda se encontra no seu estado mais primitivo, já os outros 30% ... do mais civilizado que há! Preparadissima para cativar os seus visitantes, Hamilton Island oferece aventura, praia, descanso e muita qualidade de vida. 

Hamilton Island - Marina
Hamilton Island - Marina
Hamilton Island e os sempre dóceis Rainbow Lorikeet
Hamilton Island

Casario tipico de Hamilton Island

Yacht Club de Hamilton Island
Resort Hamilton Island
Meio de transporte ecológico
Uma aberração no meio do paraíso! 
Pôr do sol ...em terra!
Reconhecimento feito e final do dia já no horizonte, abalámos de Hamilton Island para a segunda parte da nossa viagem e destino final: Airlie Beach. Num catamaran moderno fomos deambulando pelo Coral Sea até chegarmos a ... Albufeira!


Airlie Beach é uma cidade pequena, edificada na orla marítima e animada por uma rua principal. A noite já caíra e o centro fervilhava de animação. Num fim de semana prolongado abarrotava de malta nova. De copo na mão, mostrando os corpos desnudados e escaldados pelo sol australiano, erguiam as vozes já trémulas e desafinadas e insistiam em acompanhar os artistas que animavam os muitos bares. Palmas, gargalhadas, gritos, cânticos, tunning, enfim ... acho que já estou out! Lembrou-me a nossa Albufeira! Acomodamo-nos no hotel reservado e tentámos dormir... tarefa que se revelou muito complicada!

Airlie Beach - Vista miradouro
Airlie Beach - Vista do cais 
Airlie Beach - Vista do cais
Airlie Beach Lagoon
Airlie Beach Lagoon
Cumplicidade masculina!
O novo dia amanheceu quente e com as atrações praticamente esgotadas, tal era a quantidade de malta! Booking in advance recommended! 
Alugámos um carro e fomos à descoberta dos arredores e de praias especiais. E encontrámos coisas giras! 

Por estrada boa e avisos importantes!
Penetrámos numa Australia profunda, a norte de Airlie Beach, no sentido de Dingo Beach. Pelo caminho encontramos locais interessantes e coisas surpreendentes.

Caixa de correio original... 
Primeira paragem: Nelly Bay Beach. Uma belíssima praia, uma extensão de areal a perder de vista, água tépida, mas ... vazia! Dá Deus nozes.... Perto da hora de almoço e com o sol a fazer-se sentir, achámos sensato deixar a banhoca para mais tarde. Bad decision!

Nelly Bay Beach, uma praia deserta
Nelly Bay Beach
Nelly Bay Beach
Dingo Beach, Hydeaway Bay e 9 km em terra batida depois, Cape Gloucester Eco Resort, onde carregámos baterias com um almoçinho à beira mar. O calor apertava, a água convidava mas as Jellyfish andavam por ali! Com imensos avisos sobre a possibilidade de encontros indesejados ... deixamos uma vez a banhoca para mais tarde!   

Cape Gloucester Eco Resort
Hydeaway Bay com Juras de amor eterno à vista!
Hydeaway Bay
Dingo Beach
O My God Hill
Vista a parte norte, rumámos a sul de Airlie Beach. Sempre por bons caminhos, encontrámos a Cedar Creek Falls, uma suposta cascata deslumbrante mas que se apresentava seca! Também aqui apetecia banhocar... mas eram tantos os bicharocos a refrescar-se que... ficou para mais tarde!

Cedar Creek Falls
Cedar Creek Falls
Seguiu-se Conway Beach, a praia cuja água tinha ido dar uma volta! 

A minha primeira sensação foi de que alguém tinha inclinado o mundo... tal era a distancia a que se encontrava a água! Foi surpreendente ver tamanha extensão de areal "lodacento" pincelado aqui e ali por poças e ribeiritos que encaminhavam as suas ultimas forças para um mar de costas voltadas. No mínimo, muito estranho!

Conway Beach
Conway Beach
Conway Beach, uma praia sem mar!
Portanto, e uma vez mais, a banhoca ambicionada ficou para melhores dias! 

Ao terceiro dia e já com programa definido, a alvorada impôs-se. À nossa espera uma aventura na Grande Barreira de Corais e ... paisagens soberbas. Uma hora em catamaran separa Airlie Beach do paraíso. A primeira paragem... o miradouro Hill Inlet. 
O catamaran atracou ao largo e a ligação à ilha foi feita por bote de borracha a motor. A subida acentuada pela floresta tropical levou-nos até ao miradouro. Et voilá! 

 No miradouro Hill Inlet com Whitehaven Beach à vista 
No miradouro Hill inlet com Whitehaven Beach à vista
Trio no paraíso. Para mais tarde recordar
O puto!
A lenda!
Por muito boa que seja a máquina fotográfica, dificilmente será genuinamente registada a verdadeira beleza deste local paradisíaco. O dia fazia caretas, as nuvens brincavam connosco escondendo o sol e pintando de cinza as tonalidades existentes. Mas mesmo assim, as réstias de sol permitiram gravar na nossa retina estes tons de azul com que o mar nos brindou. Há, tem de haver, dedo de Deus nisto!

Regresso ao catamaran e início da travessia para a segunda paragem e tão aguardada banhoca!: Whitehaven Beach é a praia número um da Austrália e a mais branca do mundo. 

Tem 7 km de comprimento e a sua areia branca brilhante é composta por 98% de sílica pura, ou seja quartz! Estudos feitos concluíram que esta areia foi trazida pelas correntes ao longo de milhares de séculos, uma vez que os rochedos envolventes não apresentam, na sua composição, dióxido de sílica. Várias são as características desta areia: ultra fina, mete-se em locais do corpo que nós nem sabíamos que existiam..., estraga qualquer equipamento electrónico..., tem propriedades medicinais ... é boa para arear metais e jóias e não retém o calor, logo, não queima os pézinhos! É realmente especial!

Aqui sem fato protector... não há banhoca!
Finalmente a banhoca! Muito salgada!
Mas estas águas também são curiosas. Têm tanto de belo como de perigoso! São povoadas por Jellyfish e Cone Shells, animais que não queremos conhecer! Já os outros, quase que nos vêm comer á mão!


Habitantes residentes
De volta ao catamaran partimos para a última parte da nossa aventura; snorkeling at the reefs! Desembarcámos na praia possível. As marés perturbam as águas e por vezes o bom local de ontem é o péssimo de hoje. Equipados a rigor mas sem "Go Pro" (aquisição imperiosa!) entrámos nas águas para nos deslumbrar. Passeámo-nos num mundo subaquático surpreendentemente colorido, povoado por inúmeras flores, corais, criaturas marinhas de todas as cores, tamanhos, formas. À distancia de um dedo ou mais em profundidade, este mundo desconhecido surpreendeu-nos! Por muito snorkeling que façamos, o recife será sempre um mistério deslumbrante!

Ponto alto; um tubarão que passou bem pertinho de nós, graças a Deus atrasado para qualquer outro encontro! Foi maravilhoso!

À nossa!

E assim se fecha mais uma viagem de sonho por esta Austrália tão especial e com tanto para descobrir. É um continente situado no fim do mundo e talvez por isso esteja tão preservado e seja tão deslumbrante.

CSD